Em outras palavras, eu sou três. Um homem fica sempre no meio, despreocupado, sem se emocionar, observando, esperando que lhe permitam expressar o que ele vê para os outros dois. O segundo homem é como um animal assustado que ataca por medo de ser atacado. E, então, há uma pessoa gentil e super amorosa que acolhe as pessoas no templo mais sagrado do seu ser, aceita insultos, confia, assina contratos sem ler, cai na conversa dos outros e acaba trabalhando barato ou de graça, e quando percebe o que lhe fizeram tem vontade de matar e destruir tudo ao seu redor, inclusive a si mesma por ter sido tão estúpida. Mas não consegue, e volta para dentro de si mesma.
—Qual deles é real?
—São todos reais.
MINGUS, Charles.
***"It's only a paper moon", Ella Fitzgerald.


2 Comments:
maroca,
não entendo patavina de psicanálise. mas tá realmente excepcional esse fragmento. te juro.
beijinhos, linda, te cuida
Carol, obrigado pelos comentários lá no blog. Fico muito feliz, mesmo, que ache relevância em algumas das coisas que faço.
Então, quando o relevo não existe, pode ter certeza de que foi algum deslize, alguma coisa, que a mim não me permito, já que tratamos de poesia, mas que sucedeu, não sabendo eu bem como.
Cedo ou tarde, no entanto, sei que algo não valeu - nem tudo que se escreve vale, sabemos; e sabendo, mato. Por isso vou mais lento publicando as coisas. Que por serem poucas, também, deixaram de figurar lá no blog - para figurar em algum lugar menos parcial, onde meu crivo de nada vale, essas coisas.
Volto ao blog assim que cansar de descansar dele. Enquanto nada ponho por lá, ando, ainda que no ritmo que disse, com dois projetos de livro, completamente, porque não é necessário, concordamos, repetir o que já está feito, diferentes entre si e do Imp..
Pretendo falar do filósofo Kurz em breve.
Beijos!
Postar um comentário
<< Home