...
Do esquecimento
Não pensa mais, não mais:
o rosto dele fundiu-se
aos carros e pelas ruas
flutua incógnito, transpirando
brancos cravos e cera.
Aquelas verdades nossas,
na impossibilidade das carnes,
teceram distâncias.
Desenhamos trilhas impossíveis:
sem volta.
Mas ainda se enroscam por entre os dedos
as mesmas esperanças débeis
e seguimos, insanos, como
uma velha rendeira cega
tramando infinitos.
Futuro insosso, o nosso
gravitando no prato de sopa
: frio, trincado.
De tudo, a saudade, esse
dormir sobre espinhos.
*** "Trajetória", Maria Rita.
o rosto dele fundiu-se
aos carros e pelas ruas
flutua incógnito, transpirando
brancos cravos e cera.
Aquelas verdades nossas,
na impossibilidade das carnes,
teceram distâncias.
Desenhamos trilhas impossíveis:
sem volta.
Mas ainda se enroscam por entre os dedos
as mesmas esperanças débeis
e seguimos, insanos, como
uma velha rendeira cega
tramando infinitos.
Futuro insosso, o nosso
gravitando no prato de sopa
: frio, trincado.
De tudo, a saudade, esse
dormir sobre espinhos.
*** "Trajetória", Maria Rita.



2 Comments:
não, não é primário... é intenso e excitante e trágico... assim como são as coisas da vida que é vivida... vivida com a paixão de quem quer engolir o mundo... ou melhor... engolir amores com calda de chocolate... pelo mundo!
hey... amomais e su casa transcende e anima.
bora lá beber e sorrir sem bons motivos aparentes!!!
=***
gostei... bonito!
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