Hilda, sempre Hilda
"Eros e Psyché", Antonio Canova. Musée du Louvre, Paris.
As maçãs ao relento. Duas. E o viscoso
Do Tempo sobre a boca e a hora. As maçãs
Deixei-as para quem devora esta agonia crua:
Meu instante de penumbra salivosa.
As maçãs comi-as como quem namora. Tocando
Longamente a pele nua. Depois mordi a carne
De maçãs e sonhos: sua alvura porosa.
E deitei-me como quem sabe o Tempo e o vermelho:
Brevidade de um passo no passeio.
*** "O mundo é um moinho", Cartola.
P.S: Porque é cinza aqui dentro e amanheci ouvindo Cartola.


1 Comments:
Irei ver essa aí por vc!
beijos
manu
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