Hay tomates!

Porque tem coisa nesse mundo.

27.9.08

Apontamentos sobre o amor - Parte Final

Além de tais problemas administrativos, havia também uma miscelânea de injunções psicológicas que poderiam impedir alguém de retribuir o amor de uma alma aparentemente ideal, em favor de outra insatisfatória, mas misteriosamente mais sedutora. Na excentricidade de nossas escolhas, nós revelamos o matiz que impomos ao processo supostamente direto, mas na prática complicado, de dar e receber afeição. Incapaz de apaixonar-nos coincidentemente, permanecemos tolhidos pelos critérios. Os critérios podem ser benignos, uma preferência por olhos alegres, matemáticos de testa alta, ou debutantes de quadris estreitos, ou podem compreender tendências menos agradáveis, uma compulsão para casar-se com aristocratas, alcóolatras, histéricos ou abandonados pela mãe. Falar apenas dos valores que escolhemos nos outros deixa de lado quanto tempo passamos apaziguando nossas necessidades psicológicas historicamente determinadas e com freqüência inconscientes, pólos compatíveis no mostrador sadomasoquista, neuroses comuns, de preferência a um gosto comum por ópera ou esportes de inverno.

O que tinha parecido uma compatibilidade inerente era restrito a um ambiente específico.
BOTTON, Alain de. Nos mínimos detalhes.
*** "Brothers on a hotel bed", Death Cab for Cutie.

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

O amor não existe. É consequencia de uma necessidade inexistente, assim como a fé.

quinta-feira, outubro 02, 2008 1:27:00 AM  

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