Renan Nuernberger
Poeta e estudante de Letras na USP (português/alemão). Recebeu o primeiro lugar, na categoria romance, do Prêmio Juvenil Ferreira de Castro (Portugal, 2005), pelo livro Adeus, Pasárgada e organiza sua primeira coletânea de poemas. Escreve no Esboço de Arte Poética (http://esbocodearte.blogspot.com) e coordena o blog O Casulo (http://o-casulo.blogspot.com).
Diamantes cravejados na garganta
Pigarra e cospe
(a voz) melodias
reluzentes.
O senhor engravatado e
a mulata faceira
tão brasil, bandeira,
assistem convictos
que é preciso
machucar-se (o artista).
Em pé (a cantora)
expõe orgulho
na garganta ferida
pelo público vale
tudo, esgaçar-se
inclusive.
Encerrada a audição
vão-se embora (todos)
sem remorso, sem
nenhum sentimento
expresso no palco:
fim do ato, aplausos.
(a voz) melodias
reluzentes.
O senhor engravatado e
a mulata faceira
tão brasil, bandeira,
assistem convictos
que é preciso
machucar-se (o artista).
Em pé (a cantora)
expõe orgulho
na garganta ferida
pelo público vale
tudo, esgaçar-se
inclusive.
Encerrada a audição
vão-se embora (todos)
sem remorso, sem
nenhum sentimento
expresso no palco:
fim do ato, aplausos.
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E não o contrário
mordiscadas entre dedos:
o risco de enganar-se
primeiro pelas unhas
(mastigar)
seguindo
ossos, sangue, órgãos
engolir-se por inteiro
esquecendo displicente
dos respingos nesta
página: morrer se
...........eternizar


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