Incendiária
Eu gosto de literatura em geral. Mais ainda de poesia. Isso não significa que eu entenda de fato alguma coisa. Não, longe disso. Minha relação com ambas (que na verdade são uma só) é muito mais passional e intuitiva do que qualquer outra coisa.
Ainda assim, isso não me impede de dar pitacos na produção literária alheia e tampouco de me arriscar a escrever coisas (invariavelmente) ruins, tal qual esse poemeco abaixo.
Ele é resultado de uma das muitas "experimentações" que tenho feito em 2006, anos após um conturbado divórcio da caneta- amores antigos às vezes se tornam irresistíveis para mim.
Deixo as críticas para os amigos e curiosos que eventualmente passarem por aqui. Au revoir.
Ainda assim, isso não me impede de dar pitacos na produção literária alheia e tampouco de me arriscar a escrever coisas (invariavelmente) ruins, tal qual esse poemeco abaixo.
Ele é resultado de uma das muitas "experimentações" que tenho feito em 2006, anos após um conturbado divórcio da caneta- amores antigos às vezes se tornam irresistíveis para mim.
Deixo as críticas para os amigos e curiosos que eventualmente passarem por aqui. Au revoir.
Incendiária
Noites amarelas, repletas de gin
morfina, azeitonas
Um boteco de esquina
com seus papos bêbados
Penso na cidade que resfolega em lama imunda
Os automóveis de luxo
se espalham pela Rua Colômbia
(têm tração nas quatro rodas)
Na marginal os espigões,
suas janelas que não abrem
O Pinheiros e uns barquinhos de papel
colocados entre as pontes
Os ônibus passam, apressados a caminho do nada
Os ônibus passam, apressados a caminho do nada
Motoristas esquivando-se da rush hour,
cuspindo metade do PIB da Bolívia
Os manifestantes de sempre vestidos
de índios do velho oeste
A senhora filantropa flutuando em borbulhas de champagne,
comprando caviar
Seu perfume francês tão mais forte
que as cinzentas águas do rio de enxofre
"Tia, me dá um trocado?"
(a indiferença lisérgica)
A América Latina em chamas
a metrópole, arrogante, sempre
abusando do filtro solar.
*** "The song is you", Chet Baker. In: 1959 Milano Sessions. Imperdível!


6 Comments:
Legal, falta parar com a autoflagelação. Bs e boa sorte com la novidad, como talvez diria o Douglas. Ou não, sempre.
Manu gosta desse poema, mas manu tem que pitacar com marossa na proxima mesa de bar!
manu pede pra marossa levar poema impresso pro buteco after inocencia.
manu manda beijos na terceira pessoa, que não sou eu. rs.
ah, claro que já tinha lido!
que cabeça a minha! bem, vc me entende. postarei no peixe se vc deixar. agora cobra o doce do gg.
beijos
Achei bem bom seu poema viu!!!
Totalmente
insano como São
Paulo
que também tem
um jeito diferente
de fazer bater
o carro
ou o peito
caro
bjs de um Jardim cheio
de saudades
Ei, o blog é antigo mesmo! Este post já tem uns 6 meses, olha só.
Gostei do leiaute. Não tem como aumentar um pouquinho a fonte? Um número só, não gosto de ler letra pequena.
Beijo e suerte com o blog!
Aumentarei a letra sim, Dr. Vargas! Podexá.
Obrigada pela visita. E pode criticar mais sempre, certo?
Besitos,
Carol
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